Arch Linux Newsletter

Abril 03, 2008
1.0.0

Eduardo "kensai" Romero - "Autor da Newsletter" - Web Log

Arquivo Original


Tradução:
Leonardo Schäffer leonardo.schaffer@gmail.com
Clécio Oliveira clecioalfa@gmail.com
Renato "shadow_dancer" Leão shadow@archlinux-br.org

Bem-Vindos

Então, nos encontramos novamente, tenho muitas informações novas. Desde a última Newsletter ocorreram algumas mudanças, a primeira é que agora a lançaremos mensalmente, e não quinzenalmente como era antes. Isso deve significar informações mais robustas incluídas, e uma qualidade superior. Agora deve haver mais tempo para coordenação, organização e nada de procrastinação (soou legal, não soou?).

Outra mudança é a contribuição de artigos, isso mesmo, você está encorajado a escrever um artigo, e mandá-lo para nós. Colocaremos na Newsletter para que todos os nossos leitores possam aproveitá-lo. Branko Vukelić (foxbunny) foi o primeiro a nos agraciar com um. E você, sinta-se livre para contribuir com suas próprias idéias. Tudo isso e mais para termos uma boa Newsletter, uma que nós esperamos que você goste.

Tudo isso não seria possível se não fosse pelo trabalho dedicado da Equipe da Newsletter. Eu lhes devo tanto, vocês tem apoiado esse trabalho de maneiras que nunca imaginei possíveis. Mantenham o ótimo trabalho, pessoal!

- Eduardo "kensai" Romero

Índice

Notícias da Homepage

Notícias da Homepage Cuidado ao atualizar o dbus no testing!!

Há uma atualização perigosa para o dbus do repositório [testing]. O pacote em si funciona corretamente e não possui nada especial, mas a atualização desta versão fará com que todos os processos do dbus-daemon se fechem * durante* a mesma e isso pode levar a surpresas desagradáveis.

Quem for testar o o pacote, por favor, preste atenção nisso e faça suas atualizações do console ao invés de fazer no X. Uma das surpresas desagradáveis é que o próprio xorg-server do [testing] fecha quando o dbus está sendo atualizado, o que pode fazer com que aquele trabalho importante que você estava fazendo seja perdido. Vocês foram avisados!

Perl 5.10.0 movido para o [core]

O último lançamento do Perl, 5.10.0 foi movido para o repositório [core]. Esse pacote foi construído seguindo o documento de política do Perl, encontrado no Wiki. Preste atenção às notas de atualização, pois algumas coisas mudaram e requerem alguma atenção.

Netcfg v2 substitui netcfg nos initscripts

Netcfg v2 é uma reescrita completa do netcfg que era incluído nos 'iniscripts' no passado, ele foi movido para um pacote 'netcfg' diferente.

Netcfg v2 compátivel nas funções, mas não na configuração, esta precisa ser refeita e exemplos estão incluídos em /etc/network.d/examples.

Para mais informação sobre a transição para netcfg v2, por favor acesse o Wiki:
http://wiki.archlinux.org/index.php/Network_Profiles

Arch na Mídia

Arch Linux: Popular distro KISS

"Arch Linux é uma das mais populares distros KISS por aí. Para nos ajudar a entender o que faz o Arch tão bom, nós fizemos ao líder do projeto - Aaron Griffin - algumas perguntas."

Uma lição de história

Contribuição de: Dusty Phillips

A história do Wiki

Acredite ou não, uma das principais questões sobre o Arch no seu início foi sobre a pouca documentação que tinha. Esperava-se que o usuário soubesse o que estivesse fazendo, sempre. Muitas dúvidas eram feitas repetidas vezes no fórum e na maillist e o único "recurso" em relação a documentação era uma busca nesses arquivos.

Markku (rasat) fez a primeira tentativa de um sistema ao estilo Wiki, ele criou uma conta no fórum com o nome "wiki" e publicou sua senha (esta conta ainda está ativa!). A idéia era que qualquer um poderia editar posts existentes no fórum a fim de adicionar informação, mas essa idéia não pegou.

Markku e eu fomos os principais responsáveis por configurar o primeiro Phpwiki. Eu portei diversos tutoriais e artigos que foram postados no fórum e escrevi muitos outros. O envolvimento da comunidade cresceu e terminamos com...

... uma incrível bagunça. Phpwiki não serviu muito bem. Elliot (cactus) foi responsável pela troca para Mediawiki, basicamente a mão. Tivemos um longo dia de migração onde todos apareceram para ajudar a limpar os artigos que haviam sido convertidos para a sintaxe do Mediawiki usando alguns scripts automatizados que ele encontrou na internet ou criou.

Mas ainda ficamos com uma incrível bagunça. O Wiki foi melhorado pouco depois disso, ainda estava desorganizado e amador. Branko (foxbunny) foi altamente responsável por melhorar a organização e categorização ano passado, após muita discussão. Desde este momento o Wiki tem se mantido por si mesmo, especialmente agora, após a grande melhoria que Jules (Mistif138) fez ao Guia do Iniciante.

Notícias de Linux em geral

Linux ganha suporte a nova arquitetura

"Dezenas de servidores Network-Attached Storage (NAS) e outros aparelhos estão prestes a ganhar novo suporte nativo do Kernel e do Debian. O Kernel 2.6.25, atualmente em estágios finais de testes,irá suportar os Socs Marvell Feroceon e Marvell Orion, dizem as fontes."

"Feliz Document Freedom day (Dia do Documento Livre)"

"26 de Março marca o dia que a Tessália se tornou parte da Grécia novamente, marca a ocasião na qual a rainha Elizabeth II mandou o primeiro e-mail real, e é o aniversário da cantora country, Kenny Chesney. Agora, 26 de Março, também será conhecido como Document Freedom Day, concebido para aumentar a consciencialização sobre formatos livres de documentos e padrões abertos. De acordo com o o site do projeto, o dia representa "um dia global para a libertação dos documentos".

Entrevista

Dan McGee

  1. Por que você escolheu o Arch Linux?

    Para ser honesto, eu não faço que nem a maioria das pessoas fazem. Arch foi a primeira distro que instalei no meu computador principal, e foi a única desde então. Usei Linux consideravelmente na universidade, e decidi instalar em minha máquina porque gostei do poder que ele oferece ao usuário. Com isso em mente, eu procurei por uma distribuição que colocasse o poder em minhas mãos, e me permitisse fazer exatamente o que quero. O Arch pareceu atender a cada idéia que me veio na cabeça. Foi muito KISS, mas ainda tinha um gerenciador de pacotes, que era otimizado, mas não era baseado em demoradas compilações de código-fonte. E uma dos pontos mais importantes foi que o Arch me forçou a aprender como fazer tarefas comuns usando linha de comando. Minha primeira experiência não foi bonita, mas me ensinou bastante. :)

  2. Qual a sua função no projeto Arch Linux, pode nos dar detalhes?

    Meu trabalho principal é "Desenvolvedor do Pacman", embora eu esteja envolvido com muitas outras coisas. Quando me tornei um desenvolvedor, foi por causa da contribuição de trechos de código para o pacman, e não manutenção de pacotes, e eu tento continuar a fazer assim. No momento que entrei no círculo de desenvolvedores, o pacman estava em um limbo quanto ao desenvolvimento - Judd já não tinha mais tempo, e Aaron estava tentando manter o código. Desde o lançamento do pacman 3.0, eu me aproximei da liderança do desenvolvimento, enquanto Aaron tem de liderar todo o projeto. Isso significa que o meu cargo é decidir qual o rumo que o pacman deve tomar com relação a novas funções, gerenciamento de bugs, e leitura sobre os patches das pessoas da lista de email pacman-dev. E de vez em quando, eu escrevo uma parte do código por conta própria.

  3. Trabalhar para o Arch Linux é diversão, ou se tornou algo de mais responsabilidade?

    É um pouco de ambos. Acho que o segredo é balancear os dois.

    Inicialmente, quando me incorporei ao desenvolvimento do pacman, foi porque era puramente prazeroso. Queria algo para me entreter além da escola, e já não programava em C fazia algum tempo. Olhar o código do pacman e ver a aplicação prática para as classes de algoritmos que vi na escola foi muito legal. Eu ainda tenho momentos como esse, mas a partir de quando você ganha o título de desenvolvedor oficial, muita responsabilidade cai sobre seu ombros. Se temos um bug no pacman, sinto que é minha responsabilidade consertá-lo, o que pode ser oneroso. Mas ainda tento gastar boa parte de meu tempo fazendo o que quero fazer ao invés de apenas consertar bugs ou funcionalidades requisitadas.

    Às vezes (como quando lendo um reporte de bug bastante bravo) acho que os usuários esquecem que os desenvolvedores são apenas voluntários que se engajaram em algo no qual eles se divertem. Quando nos dizem que temos a obrigação de resolver seus problemas, ficamos muito menos dispostos a trabalhar para resolvê-los. Então, mantenham isto em mente, usuários. :)

  4. O que o "O jeito Arch" significa para você?

    Para mim significa simples e limpo. Eu quero um sistema simples, que faz o que eu digo e nada mais. Quero ferramentas que não atrapalhem o meu caminho. Quero um sistema rápido. Você percebeu que eu usei "quero" algumas vezes aqui - O Jeito Arch é algo que os desenvolvedores realmente definiram eles mesmos, ou tanto quanto posso dizer. Nós fazemos o que achamos ideal, e temos trabalhado para seguir este caminho.

  5. Pode nos dar detalhes de seus planos futuros para o gerenciador de pacotes pacman?

    Temos dois tipos de planos - os realistas, e os que conseguiríamos completar se tivéssemos tempo infinito.

    Realisticamente, meus planos são para constante melhoria. Muitas pessoas não devem saber, mas o pacman 2.9.8 provavelmente falharia em aproximadamente 50% dos casos, dos quais nós agora temos testes de código base, com relação a verificação de conflito, resolução de dependência, e instalações levemente mais difíceis do que pacotes únicos. Com a ajuda de outras pessoas da lista, fizemos uma série de progressos no sentido de assegurar a correção de problemas. Este é um ponto que nós vamos continuar a melhorar.

    Outras coisas também estão em desenvolvimento, recentemente renovamos bastante da alocação de memória, o que significa que ele usa menos de 50% da memória que usa durante uma instalação base. Bastante trabalho de limpeza de código foi feito, resultando em um ambiente de desenvolvimento mais fácil. Também estamos melhorando a eficiência, como a leitura de bancos de dados em tar.gz diretamente, sem ter unzipá-los no disco, o que deve acarretar queixas de lentidão na primeira vez que for utilizado.

    Embora eu seja o desenvolvedor líder, eu não posso fazer muito trabalho por conta própria. Outras pessoas da lista pacman-dev, destacando o Xavier e o Nagy, fizeram grandes contribuições para o pacman. Muitos dos planos futuros vem desses que tem uma idéia e a implementam. Acho que a maioria das pessoas hão de concordar que o pacman já é um ótimo gerenciador de pacotes, então eu não estou tão preocupado em não ter um grande plano no momento.

  6. Você tem de lidar com vício por tacos?

    Meu segundo posto no Projeto é "chefe oficial do taco", então você que me diz.

  7. Creio que você é mentalmente sadio, você realmente acredita que Aaron Griffin consegue levantar um carro sobre sua cabeça?

    Eu o vi fazer isso com meus próprios olhos, então sei que ele pode.

Devland

Contribuição de: Renato Leão

Destaques do fórum

Contribuição de: Dusty Phillips

Destaques das listas de email

Contribuição de: Renato Leão

Amplie seu conhecimento

Mais cinco perfis de projeto em PHP

"O recurso de orientação a objetos do PHP V5 nos dá a possibilidade de implementar perfis de projeto para melhorar seu código. Quando voce melhora o seu estilo de programação desta maneira, ele se torna mais legível, mais manuseável e mais robusto para absorção de alterações."

Linux Oculto: Fazendo as separações

"Eu estive recentemente convertendo um monte de fitas cassetes antigas para formato digital. O editor de audio Audacity (também disponível para Windows e Mac) é a ferramenta ideal. Os seus recursos internos - que já incluem normalização e remoção de ruído - fazem a ferramenta ainda mais útil, e o arquivo pode ser salvo em vários formatos incluind WAV, AIFF, FLAC, OGG e MP3. Mas tem um detalhe que ele não pode resolver ..."

Artigo Contribuído

Configuração do NetBeans para o desenvolvimento em Ruby on Rails( no Arch Linux, claro)

por Branko Vukelić

Neste artigo, eu vou dar a você uma rápida idéia de como configurar o NetBeans para o desenvolvimento em Ruby on Rails no nosso adorado Arch Linux. Este tutorial é específico para o Arch, mas algumas partes podem provavelmente serem aplicadas para a maioria das distruibuições, uma vez que eu basicamente roubei estas instruções de recursos de outras distribuições. :)

Eu dedico este artigo para meu grande amigo, e grande mestre da Arch Linux Newsletter, Eduardo "k3nsai" Romero. Boa sorte com sua programação, cara, e não tire esta parte quando editar. :)

Para Dusty, eu sei que voce é desenvolvedor de Django, mas hey, voce pode escrever sobre Django na próxima vez!

Resposta do revisor (Dusty): Eu sei que voce é um desenvolvedor de Django agora também! Desculpe se não pudermos conseguir publicar isso enquanto voce ainda era um cara de rails.

Sobre Netbeans

Então, voce já ouviu falar de NetBeans IDE? Claro que já. Voce nao ouviu? Bem, é um dos melhores que tem, e, naturalmente, é também código-aberto. Mas se voce é um desenvolvedor de Ruby [on Rails], ele se torna ainda melhor. Este é o melhor ambiente de desenvolvimento integrado para Ruby on Linux (e eu acho que não há nada que possa superá-lo entre outros lugares também).

Com exceção de Ruby e o Ruby on Rails framework, o website do NetBeans lista as seguintes tecnologias como sendo suportadas: AJAX, C/C++, Java, Javascript, Mobile development, XML. Eu sei que também suporta-se PHP através de um plugin externo, também UML, e um certo número de java frameworks. Uma vez que eu mencionei plugins, voce também deve saber que Netbeans é muito extensível através de plugins, e conta com um bom gerenciador de plugins que não apenas instala os plugins, mas mantém o controle sobre atualizações disponíveis (ele se auto atualiza, apenas para voce saber).

Esta IDE é um aplicativo em Java. No entanto, eu acho que ele inicia mais rápido do que o Eclipse, que também é desenvolvido em Java, especialmente se você usa a versão Ruby-only (que é, obviamente, o mesmo NetBeans IDE com apenas os plugins de Ruby e Rails instalados.)

NetBeans IDE e Sun Microsystems

O NetBeans foi originalmente desenvolvido por um grupo de desenvolvedores da República Tcheca. Seu objetivo era criar uma IDE totalmente escrito em Java. Em 1996, quando começou o seu desenvolvimento, já tinha sido liberado algumas versões da IDE, foi quando a Sun o notou. Neste tempo, a Sun não tinha nenhuma ferrramenta boa de desenvolvimento (http://www.developer.com/java/other/article.php/631131) por isso decidiram comprar duas das principais ferramentas Java desenvolvimento, o Forte e o NetBeans.

A Sun não teve muita sorte com o Forte, então, em Junho de 2000, eles decidiram liberar o NetBeans como uma ferramenta Open Source. Desde o seu lançamento, o NetBeans tem ajudado Sun criar uma base de cerca de leais desenvolvedores Java, além também de permitir que muitas não-desenvolvedores Java possa utilizar uma excelente e bem polida IDE.

Obtendo e instalando a IDE do Netbeans

A versão atual da IDE é 6.0.1. No entanto, a versão que se encontra no repositório [community] do Arch Linux é a versão 6,0. Então para obter a última versão do NetBeans, você tem a opção de pegar instalador do Linux no site oficial (http://download.netbeans.org/netbeans/6.0/final/), ou instalar o pacote com o pacman. Algumas pessoas gostam deste último método, o qual vamos relatar primeiro.

No console digite:

# pacman -Sy netbeans

Não foi difícil isso, não foi? Agora o NetBeans é todo seu.

Se você quiser a versão mais recente, ou se você preferir ter uma única versão de Ruby (Ruby on Rails incluído, é claro), você terá que fazer o download no site do NetBeans.

Este procedimento também é muito simples. Simplesmente clique no link de download (A versão com Ruby tem cerca de 22 MB), depois que tiver o arquivo netbeans-6.0.1-ml-rubi-linux.sh, rode 'chmod + x' nele (o que significa dar-lhe permissão de execução) então execute o arquivo. Ele irá fazer a apresentação, aí é so seguir o instalador, e você terá NetBeans instalado em seu diretório home.

Eu descobri que a versão da IDE somente com o Ruby é um pouco mais rápida e consome menos memória do que a versão completa. Portanto, a menos que você pretenda explorar todas as tecnologias suportadas, sugiro que você use a versão com o Ruby.

E um aviso: Não misture o pacote do Arch com arquivos .sh do netbeans.org Escolha um dos lados e o siga. Se você quiser mudar de lado no meio do caminho, terá de remover as preferências (acho que estão em ~/.netbeans).

Configurando o ambiente de desenvolvimento Ruby

Depois (ou antes), de instalar o NetBeans, você precisa configurar outras coisas para suas necessidades com seu desenvolvimento em Ruby.

NOTA: A IDE NetBeans vem com jRuby. É uma aplicação Java de Ruby e é integrado ao NetBeans. No entanto, por muitas razões, vale a pena ter um ambiente de desenvolvimento Ruby em seu sistema. Uma grande vantagem é que você pode usar o FastDebugger (jRuby não suporta FastDebugger). Por isso, sugerimos fortemente seguir as instruções abaixo e criar uma boa instalação Ruby.

Configurando o Ruby

Instalar Ruby é bastante simples. Hoje em dia, cada distribuição sobre este planeta tem um pacote para o Ruby, e Arch Linux não é uma exceção.

  # pacman -Sy ruby
  

Somente isto. Prossiga para a próxima sessão.

Configurando RubyGems

Ruby usa pacotes chamados "gems" para instalar plugins e bibliotecas. A maioria dos gems disponíveis pode ser encontrada em RubyForge RubyForge (http://rubyforge.org/. O package manager do gems é o RubyGems (http://www.rubygems.org/). Existem duas maneiras de instalá-lo. Mas ambas tem os seus prós e contras, e você realmente precisa pensar sobre o que você quer aqui.

A primeira forma é simplesmente pegar o RubyGems dos repositórios do Arch.

# pacman -Sy rubygems

Agora, se você fizer isso, você terá um monte de problemas com a configuração do RubyGems para utilizá-lo com o NetBeans. Você será capaz de instalar pacotes gem utilizando linha de comando, mas fazer o RubyGems trabalhar com o gestor de gems do NetBeans será mais complicado.

A outra forma é compilar o RubyGems você mesmo. É um pouco complicado, mas também não é muito difícil. Eu vou lhe mostrar como fazer isso aqui. (Vou assumir que irá instalar em seu diretório home.)

Primeiramente, pegue a fonte tarball:

$ wget http://rubyforge.org/frs/download.php/29548/rubygems-1.0.1.tgz

Note-se que a versão que estamos usando é a 1.0.1 (você pode encontrar esta versão desatualizada no momento da leitura, mas esta é a mais recente quando este documento foi escrito). Se o comando acima não funcionar, você ainda pode ir à página RubyGems sobre RubyForge e pegue o pacote fonte.

Descompacte a fonte:

$ tar xvf rubygems-1.0.1.tgz

Você terá agora uma pasta chamada rubygems-1.0.1, entre na pasta dele e rode os seguintes comandos (supondo que está tudo ok em instalar o RubyGems em um diretório .rubygems escondido na sua home):

$ export GEM_HOME=/home/your_real_user_name/.rubygems/gems
$ ruby setup.rb config --prefix=/home/your_real_user_name/.rubygems
$ ruby setup.rb setup
$ ruby setup.rb install

Após você ter feito os comandos acima, edite o arquivo .Bashrc e adicione a seguinte linha:

export GEM_HOME="/home/your_real_user_name/.rubygems/gems"
export GEM_PATH="$GEM_HOME:/usr/local/lib/ruby/gems/1.8"
export PATH="$PATH:/home/your_real_user_name/.rubygems/bin:/home/your_real_user_name/.rubygems/gems/bin"

Salve o arquivo, saia, e em seguida volte. Agora você possui o RubyGems instalado em seu diretório home.

Configurando o MySQL e o Suporte Mysql a Ruby

Você precisa instalar o MySQL também, se pretende desenvolver a aplicação em Rails. Bom, não exatamente. Rails suporta vários bancos de dados, e o padrão para a ultima versão Rails 2.0 é SQLite (porque a maioria dos desenvolvedores Rails usam Macs e SQLite vem junto com o OSX). Iremos falar também sobre o SQLite mais tarde.

A Instalação do MySQL é muito fácil.

# pacman -Sy mysql

No entanto, para que o Ruby on Rails possa trabalhar com ele, você precisa instalar o adaptador MySQL. Então, digite este comando:

# pacman -Sy mysql-ruby

Mais um detalhe. O gem Mysql para Rails (não estou a certo de que realmente precisa disto, mas eu sempre o instalo.).

$ gem install mysql

É isso aí.

Nós iremos definir a senha do root para o MySQL agora:

# mysqladmin -u root password PASSWORD (Pense numa senha melhor do que ('PASSWORD'!)

Se você quiser que o MySQL inicie junto com o sistema, adicione 'mysqld' a sua lista de daemons em /etc/rc.conf.

Para iniciar imediatamente o MySQL, digite este comando:

# /etc/rc.d/mysqld start
Configurando o SQLite3

Se você quiser o MySQL, você pode pular esta seção. No entanto, como mencionamos antes, SQLite é o banco de dados padrão do Rails. Portanto, quando você usa o comando "rails" para a criação de um novo projeto, você vai acabar com o arquivo de configuração do banco de dados SQLite, salvo, evidentemente. Por outro lado, quando você usa a IDE NetBeans, o MySQL ainda é o padrão, porque a versão atual do NetBeans foi liberada antes Rails 2,0. De qualquer maneira, você pode facilmente escolher uma base de dados durante a criação de novos projetos.

Instalar o SQLite não é mais difícil do que instalar o MySQL:

# pacman -Sy sqlite3

Como acontece com o MySQL, você também precisa do adaptador para Ruby on Rails:

# pacman -Sy ruby-sqlite3
Ferramentas GUI para Bancos de Dados

Se você gosta de ferramentas GUI, e gostaria de usá-las para ver e/ou editar seus projetos e as bases de dados, você pode instalar algumas. Para o MySQL existe um pacote chamado mysql-gui-tools.

# pacman -Sy mysql-gui-tools

Existem, naturalmente, outras ferramentas, mas essas são as que eu uso.

Servidor Web Apache

Aviso: Eu realmente não tenho feito isso muitas vezes, testei menos ainda, por isso pode não funcionar para você (ou para todos). Eu uso o Mongrel para o desenvolvimento de aplicativos em Rails, em seguida vamos para a implantação. Essas instruções são basicamente adaptadas a partir de vários tutoriais da Internet, por isso pesquise no Google se algo não funcionar.

Se você está pensando em testar seus aplicativos Rails usando o Apache, você também precisará do FastCGI. Então, vamos instalar tudo o que você irá precisar.

# pacman -Sy apache fcgi

Agora você precisa editar o seu httpd.conf. Abra o arquivo /etc/httpd/conf/httpd.conf em seu editor.

Certifique-se as seguintes linhas estão descomentadas:

LoadModule include_module          modules/mod_include.so
LoadModule rewrite_module modules/mod_rewrite.so
LoadModule ssl_module modules/mod_ssl.so
LoadModule suexec_module modules/mod_suexec.so

Para iniciar imediatamente o Apache, digite:

# /etc/rc.d/httpd start

Se alguma coisa der errado e não iniciar o Apache, experimente isto:

# apachectl start

Ele dará mais mais detalhes sobre o erro.

Para o Apache iniciar automaticamente com o sistema, edite a lista daemons em /etc/rc.conf e adicione httpd.

Por último, edite seu arquivo /etc/hosts e adicione a seguinte linha:

127.0.0.1      localhost.localdomain   localhost
Instalando Subversion

Alguns plugins do Rails necessitam que você tenha o Subversion (http://subversion.tigris.org/) instalado em seu sistema. A utilização do Subversion com NetBeans, e a utilização do Subversion em geral, está fora do escorpo deste artigo, de forma que se você quiser saber mais sobre isto pesquise no google.

Para instalar o Subversion, faça o seguinte:

# pacman -Sy subversion
Instalando o Rails

O Rails pode ser instalado como uma gem do RubyGems. É desta forma que vamos instalar. Não se preucupe com a instalação do pacote do Arch. Instalando-o assim como uma gem é sempre a melhor solução.

Antes de instalar a gem, temos a necessidade de atualizar o RubyGems (se houver atualizações disponíveis).

$ gem update --system

Se você instalou quaisquer gems, vamos atualizar apenas por precaução.

$ gem update

Agora, existem duas formas para a instalação das gems Rails (surpresa, surpresa!). Uma é a instalação usando o comando "gem".

$ gem install rails

A outra é usar o gerenciador de gems do próprio NetBeans. Se você quiser usar esta última abordagem, com a IDE NetBeans aberta (você não previa isso, previa?) clique no item RubyGems no menu Ferramentas. A caixa de dialogo do Ruby Gems é bastante simples, então eu não preciso dizer como usá-lo. Basta ir a nova guia, escolher o tipo de "gems" na caixa de pesquisa. Ela não busca o tipo automaticamente, de modo que você precisa pressionar [Enter]. E, assim, clique sobre o botão Instalar depois que você selecionou o gems rails, e não antes de ... err, desculpa, eu sei que você sabia.

Instalando o Mongrel

O Rails vem com o seu próprio servidor web baseado na biblioteca padrão do Ruby, WEBrick. No entanto, esse servidor é bastante limitado, e a maioria dos desenvolvedores Rails preferem utilizar em produção o Mongrel. A instalação do Mongrel é muito fácil, e a utilização mais ainda.

Então, a instalação do mongrel:

$ gem install mongrel

Você pode, naturalmente, instalá-lo usando o gerenciador de gems do NetBeans.

Instalando ImageMagick e RMagick

Manipulação de imagens é uma tarefa bastante comum em desenvolvimento de aplicações web. Mesmo para o upload de simples miniaturas, ele ajuda a usar um plugin como attachment_fu, e a maior parte dos plugins utiliza algumas das libs de manipulação de imagem do Ruby. RMagick é uma dessas bibliotecas e é uma das mais utilizadas.

RMagick fornece uma interface em Ruby para o ImageMagick, por isso vamos instalá-los agora.

# pacman -S imagemagick
$ gem install rmagick

Configurando a IDE NetBeans

Se você instalou um ambiente clássico de desenvolvimento Ruby seguindo as instruções das seções anteriores, agora você pode configurar o seu IDE NetBeans.

Vamos começar com alguns plugins.

NetBeans plugins

Vá para o menu Ferramentas e selecione o 'Plugins'. Isto irá abrir o gerenciador de plugins do NetBeans, muito semelhante ao gerenciador de gems. Os plugins Ruby que você vai instalar são os seguintes:

Outros plugins interessantes são os seguintes:

=== Configurando o plugin Ruby

Uma vez que estejam instalado os plugins, vá ao menu Ferramentas e escolha "Opções". Clique no ícone Ruby e edite o campo "Ruby Interpreter" para '/usr/bin/ruby'.

Agora, selecione o botão 'Fast Debugger (ruby-debug-ide)' (se ele ainda não foi instalado, você verá um botão para a instalação do Fast Debugger).

Se você quiser (ou precisa) instalar o Fast Debugger no console usando o comando 'gem', é só rodar:

$ gem install ruby-debug-ide
=== Alterar o esquema de cores

Agora vá para a seção "Fonts [and] Colors' e selecione o perfil 'Ruby Dark Pastels' de uma lista. Este perfil tem alguns problemas em alguns casos ("como prever uma mudança desde a última revisão") a legibilidade será diminuída. No entanto, na maioria dos casos, é muito melhor do que o esquema de cores padrão.

Quando estiver pronto, clique em OK e reinicie NetBeans.

== Conclusão

Agora você tem um perfeito (bem, isso é questionável, mas, hey!, ninguém é perfeito) ambiente de desenvolvimento NetBeans + Ruby on Rails.

Existem algumas questões. Bem, apenas uma para ser preciso. Em alguns raros casos, SQLite3 pode não agir como esperado. Desenvolvedores Rails admitiram problemas como "local setup issue", fique esperto! Eu decidi utilizar o MySQL, e sugiro fazer o mesmo, ou nos dizer qual modo de resolver os problemas com o SQLite3. ;)

Esperamos que você tenha gostado deste artigo.

Aviso: Após a escrita deste artigo, Branko Vukelić, tornou-se um usuário Django e diz "que foi amor à primeira vista".

Dicas e Truques

Contribuição de: Ronald van Haren

Fazendo alias de comandos no bash

A função "alias" é para permitir que uma string seja substituída por uma palavra quando esta for usada em primeiro lugar em um comando simples. Isso quer dizer que quando você define uma alias para um comando, a próxima vez que você digitar esse alias, o comando será executado.

Você pode definir alias tanto na linha de comando, como no ~/.bashrc, como no /etc/profile. A sintaxe básica é:

 alias nome=comando 

onde "nome" é um alias para "comando".

Um bom e simples exemplo, que está presente na maioria dos ~/.bashrc dos usuários é

 alias ls='ls --color=auto' 

Se você quiser desativar um alias temporariamento, você pode usar

unalias nome 

Onde "nome" deve ser substituído pelo alias que você quer desativar.

Isso deve lhe dar informação suficiente para começar a brincar com alias no bash. Mais informação está disponível, obviamente, na manpage do bash.

Seção de Humor

Contribuição de: Mr. Elendig

-!- mode/#archlinux [+o MrElendig] por ChanServ
-!- mode/#archlinux [-b *!n=c858d5d*@*] por MrElendig
-!- mode/#archlinux [-o MrElendig] por MrElendig
scion: :O
scion: +b
scion: +b
MrElendig: scion: ele teve toda a conexão dele banida hoje mais cedo :p
scion: bane alguém!
Xilon: scion: você?
scion: até eu, não me importo
scion: contanto que você me tire o ban depois
MrElendig: configura modo +b para scion [gtfo :D:D:D:D:D]
scion: !insult MrElendig
phrik: MrElendig - Você não é nada além de escremento de gato espumante.
scion: :0
MrElendig: Eu sei
MrElendig: e tenho orgulho disso!
scion: argh
scion: :)
scion: vou embora por conta própria então
-!- scion [n=scion@85.73.223.56] saiu ["saindo"] 
Xilon: scion: Quanto bom é um banimento, sendo que você não pode rir da cara da pessoa que foi banida? :( 
Xilon: ohh
boblutz: Alguém aqui torce para o Toronto FC?
MrElendig: !406 football
phrik: Error 406: football não é aceitável!
scion: ss
boblutz: bah!!
* boblutz fui
-!- boblutz [n=stansmit@d60-65-93-136.col.wideopenwest.com] deixou #archlinux ["Saindo"]

Encerramento

Nós temos de chegar ao fim, mas apenas por este mês, esperamos sinceramente que você tenha gostado de ler a Newsletter. A Equipe da Newsletter do Arch Linux teve o prazer de fazê-la para sua leitura. Por favor, sinta-se livre para nos contatar, e nos deixe sabendo de qualquer idéia para melhorá-la. Também aceitamos contribuições, então sinta-se livre para contribuir.

O melhor para vocês, da Equipe da Newsletter do Arch Linux