Bem-vindo a mais uma edição da Arch Linux Newsletter. Esta newsletter cobre desde Dezembro a Fevereiro. Sem muito conteúdo, porém relevante. Nós temos uma excelente entrevista com Jan de Groot, o empacotador do GNOME. Este mês muitos artigos sobre o Arch na mídia, comprovando o sucesso do Arch Linux em geral. Também temos todas as seções comuns atualizadas com novas informações para o prazer da sua leitura.
Gostaria de agradecer a todos que tem apoiado a newsletter desde que eu comecei em Outubro de 2007. Vocês tem sido impressionantes, o suporte da comunidade é ainda mais forte no Arch Linux. Estou agradecendo a todos vocês, porque na próxima newsletter não serei mais o autor, por questões de tempo na vida real. Ronald van Haren, assumirá o trabalho e acreditem, ele é o melhor para continuar o trabalho como o Autor da Arch Linux Newsletter.
Devido a isto, desejo uma newsletter melhor, trabalharei e ajudarei Ronald em tudo que eu puder, e algumas idéias novas serão implementadas. Então, esperamos lançamentos melhores a cada mês a partir de agora. Em suma, deixo vocês com outra Arch Linux Newsletter.
Eduardo "kensai" Romero
Gostaria de anunciar a mais nova equipe criada para gerenciar nossas releases da ISO. O intuito aqui é, fornecer a vocês ferramentas de instalação e releases da ISO baseada no esquema de releases do kernel, atualizadas.
(Postado por: Aaron Griffin)
Hoje, em 27 de Janeiro, a equipe do KDE anuncia a versão estável do KDE 4.2.0, logo nós estaremos movendo todos os pacotes do KDE do [testing] para o [extra]. Sugerimos que você saia do KDE antes de atualizar, faça backup do seu diretório de configuração ~/.kde4 e inicie com uma configuração nova.
(Postado por: Andrea Scarpino)
"Eu altamente recomendo o Arch64. Se você procura por um bom sistema 64 bits e não se importa em sujar as mãos, esse é o sistema para você. Você precisa apenas de uma conexão rápida e de tempo. O Pacman é o melhor gerenciador de pacotes existente. O ABS te fornece liberdade para criar seus próprios pacotes, incluindo pacotes compilados especificamente para a sua máquina. A comunidade é ótima e muito cooperativa. Se você não tem um sistema 64 bits, esse review funciona para o Arch32 com o bônus de ter o repositório unstable para você."
"Eu sempre quis experimentar o Arch Linux. Principalmente, porque a maior parte das pessoas que o usaram se tornaram ardentes seguidoras, e eu gostaria de conhecer qual a mágica que faz um Linux user seguir o Jeito Arch Linux."
"É difícil de explicar realmente o que é Arch Linux quando ele está ligado e rodando. A idéia, é claro, é o que você faz dele. Depois de instalar o meta-pacote do GNOME e alguns extras eu tinha o principal do sistema -- com o GNOME. Está a meu cargo levá-lo aonde eu preciso que ele vá, e ele promete manter um pé atrás e não tentar fazer algo que eu não preciso que ele faça. Não é algo que satisfaça todo mundo, e isso está certo (como deveria estar). O poder do Arch Linux é ironicamente tanto o seu rápido núcleo otimizado e a sua proposta em ser o que você quiser que ele seja."
"Quando escrevendo um review, sempre tento ver a distro do modo que é esperado - do modo como clamam os criadores. Cada distro Linux é única e possui diferentes objetivos. Algumas tentam fazer e ser tudo, enquanto outras servem nichos muito específicos. Algumas querem incluir drivers binários e codecs proprietários por padrão, enquanto outras se impõe contra tal atitude. Faz sentido você não poder julgar todas do mesmo ponto de vista. Por essa razão eu tendo a olhar com mais atenção para distros que divulgar o seu poder de fazer tudo out of the box, porque isso é ousado. Com os usuários é a mesma coisa. Alguns querem uma distro que lhes faça tudo, que inclua drivers binários e que consiga rodar tudo que nela seja tacado. Outros são felizes em criar, modificar e configurar o sistema por conta própria. Essa diversidade é algo ótimo, porque ajuda a criar uma comunidade e motivá-la a crescer."
"Faz algum tempo eu tenho pensado em atualizar o sistema do meu velho e fiel IBM Thinkpad T42. Ele está com o Suse 9.3 desde que o comprei cerca de 4 anos atrás, e já que essa versão em particular do Suse não é mais suportada, não tem sido possível atualizá-la. Por exemplo, não consigo compilar alguns softwares porque meu gcc era antigo demais. E atualizá-lo seria um sofrimento dos infernos. Solução - remova tudo (depois um backup apropriado) e começe fresco!"
"Um desenvolvedor de programas de gravação de código aberto via VoIP está trabalhando em um dispositivo com a possibilidade de gravação embebida via VoIP. O OrecX VoIP Recording Appliance combina o aplicativo Oreka TR Total Recorder com um 1U, baseado em Linux, utlizando-se de servidores em racks e é direcionado para os mercados pequenos até médio de ligações, diz a empresa."
"Os desenvolvimentos recentes no OpenChange e os projetos de código aberto do KDE estão preparados para combinar e realizar a "ligação que falta" entre mensagens e recursos de grupo do Microsoft Exchange e os clientes de código aberto."
"[Empresas] aprenderam que elas pode participar nos altos valores, escolhas de margens maiores que o Linux oferece, tanto em dispositivos com Linux embebido quanto em aplicações do nível enterprise. Elas podem oferecer os programas próprios baseados em Linux, ganhando uma relação mais direta com o consumidor, ao invés dos produtos da Microsoft [tomando precedência]. Se a Microsoft está trabalhando com margens de de 75%, você gostaria de ter uma parte de dessa alta margem do negócio. Essa é a verdadeira lição."
Contribuição de: Dusty Phillips
A Zazzle Arch Schwag ainda está vendendo bem. Parece haver um monte de camisetas por aí (a mais popuplar, de longe, é a com o Arch Is the Best shell script), mais ainda não vi vestindo uma.
Existem três novas camisetas esse mês:
As duas últimas são customizáveis. Todo mundo tem a sua própria lista de softwares open source, vista a sua!
Além disso, o Zazzle começou a permitir produtos bordados. Estarei lançando vários produtos com um logo bordado no futuro.
A Custom Arch Schwag está um pouco mal no momento. Não vendemos tantos pendrives como previamos, o que me botou em uma situação financeira ruim e encheu a caixa de sapatos do Simo com mais pendrives do que ele precisa. A boa notícia é que temos diversos deles disponíveis para venda! ;-)
Vendemos adesivos de gabinete nas cores branco e prata, e devido ao excesso de gasto com os pendrives, não tenho como pedir mais até a primavera (outono para o brasil). A demanda tem sido relativamente estável para os adesivos, então provavelmente teremos mais alguns prontos quando eu puder pagar. Há um pequeno número deles sobrando, e estamos enviando-os junto com os pendrives. Compre o seu hoje e ganhe um adesivo de graça!
Já enviamos algumas jóias. Devo dizer que estou impressionado com o meu anel, ele é muito mais bonito visto de perto do que nas fotos. Ele também atrai bastante atenção, ou seja, se o seu objetivo é divulgar o Arch ou atrair garotas para uma conversa, então você possui uma ótima ferramenta!
Como sempre, estou considerando novos produtos customizados incluindo mochila para notebook, blocos de anotações, e canetas. Produtos caros (como a mochila para notebook e pendrives) podem ser um problema já que o investimento inicial precisa ser alto. Me avise (dusty@archlinux.org) se você tiver idéias para mercadorias personalizadas ainda não existentes na loja do Zazzle ou no Arch Schwag shop.
Jan de Groot, o único que mantém GNOME e Firefox no extra os mais notáveis e populares pacotes que podem ser mencionados, ele está chegando na marca de mil pacotes, não é uma tarefa fácil, isto porque nós apreciamos o seu fantástico trabalho.
Arjan Timmerman, o antigo mantenedor do GNOME, me pediu para testar o Archlinux. Depois de algumas semanas eu já estava fascinado com a simplicidade do pacman e com sistema da PKGBUILD.
Minha principal tarefa é o empacotamento do GNOME, X.Org e GStreamer. Eu também faço o empacotamento incidental do Mozilla, antes do Andy assumir a toolchain que usei pra manter esse pacote.
Se nós contarmos as duas arquiteturas, Estou mantendo em torno de 1000 pacotes, o que é demasiadamente muito para um mantenedor que tem um trabalho de tempo integral. Eu posso muito bem manter esse trabalho, mas algumas coisas estão estagnadas.
Uso exclusivamente GNOME em todos os meus sistemas. Já usei KDE 2.x, 3.0 e 3.1, mas quando Debian mudou seus pacotes do GNOME para 2.0 ou 2.2, troquei para o GNOME porque eu gostava da sua aparência simples.
Eu gosto da simplicidade do GNOME. A interface é simples e burra e faz o que deveria fazer. O que eu não gosto no GNOME é que novas dependências externas agora são forçadas. Esta release foi a release onde PolicyKit (e ConsoleKit) foram forçadas ao usuário, a próxima release provávelmente forçara o usuário a instalar o PulseAudio. Embora os usuários finais não percebam essa diferença, isso torna as coisas mais complicadas para os mantenedores de pacotes e administradores de sistema.
Estou ansioso pelo novo desenvolvimento do X.org e do kernel. Isto inclui coisas como kernel modesetting, GEM and DRI2.
Não, Eu quase nunca como.
Enquanto ele comer tacos suficientes, ele pode levantar.
Contribuição de: Ronald van Haren
Contribuição de: Ronald van Haren
Contribuição de: Ronald van Haren
GNU tar é um utilitário que cria e extrai arquivos de arquivos. O nome tar é originário de seu uso inicial, era conhecido como Tape ARchiver. Depois de ler essa seção de dicas e truques você pode pegar mais informações de como usar o tar no manual ou nos arquivos info. Ambos estão disponíveis em instalações padrões do Arch Linux.
Vamos primeiramente dar uma olhada nos três parâmetros mais usados do comando "tar", sendo --create (ou -c) para criar um arquivo novo, --list (ou -t) para listar o conteúdo de um arquivo existente, e --extract (ou -x) para extrair um ou mais membros de um arquivo. Depois nós podemos precisar da opção --file (ou -f) para especificar o nome do arquivo que desejamos criar, listar ou extrair. Note que o -f deve sempre ser a última opção antes do nome do arquivo, caso contrário você receberá um resultado inesperado.
Você quer saber se você já inseriu um membro em particular no seu arquivo? Isso é facilmente feito usando
tar --list --file=myarchive.tar $myfilename
ou usando wildcards
tar --list --file=myarchive.tar --wildcards '*partofname*'
Por favor note que $myfilename deve ser a localização do diretório superior (o diretório de onde você iniciou o comando). Comandos similares podem ser usados para listar o conteúdo de um diretório no arquivo.
Extrair apenas um membro do arquivo tar também pode ser feito da mesma forma
tar --extract --file=myarchive.tar $myfilename
Extrair usando wildcards pode ser feito via
tar --extract --file-myarchive.tar --wildcards --no-anchored '*partofname*'
aqui a opção --no-anchored é adicionada para permitir busca recursiva em todos os subdiretórios do arquivo.
Ok, isso foi fácil, certo? Você provavelmente já usou essas opções várias vezes. Vamos continuar e olhar algumas opções mais exóticas e menos frequentemente usadas do programa GNU tar.
Para adicionar apenas mais um membro no fim do arquivo, não há necessidade de criar um arquivo novo. Isso pode ser feito com a opção --append (ou -r). Note que membros com um mesmo nome não vão ser sobrescritos e o arquivo pode ter múltiplos membros com o mesmo nome depois de realizada essa operação. Nesse caso apenas o último membro adicionado (o último que é mostrado com a opção --list) fica no diretório de trabalho. Adicionar um membro a um arquivo tar pode ser feito da seguinte maneira
tar --append --file=myarchive.tar $myfilename
e para extrair qualquer outro membro do mesmo nome que o último, pode-se utilizar a opção --occurence. Por exemplo para extrair apenas a secunda ocorrência de um membro do arquivo
tar --extract --file=myarchive.tar --occurrence=2 $myfilename
Uma opção relacionada com a opção --append é a opção --update (ou -u). Essa opção apenas difere pelo fato de que adiciona o membro do mesmo nome do que o mesmo do arquivo caso o membro a ser adicionado tenha sido modificado mais recentemente.
Agora que nós sabemos adicionar membros em um arquivo, vamos dar uma olhada em como nós podemos remover membros de um arquivo. A operação que pode fazer isso é --delete (não existe opção abreviada). "Delete" reescreve o arquivo então certifique-se de que você tem as permissões necessárias para fazer isso. A operação de apagar é feita da seguinte forma:
tar --delete --file=myarchive.tar $myfilename
Com a opção --concatenate (ou --catenata ou -A) você pode adicionar um arquivo tar a outro arquivo tar. Isso pode ser melhor explicado com o uso de um exemplo (notar que o arquivo que segue a opção --file é o arquivo destino, aquele que em que o outro arquivo é adicionado):
tar --concatenate --file=myarchive.tar myarchive2.tar
Finalmente, a operação --compare ou --diff (ou -d) é útil para comparar membros de um arquivo com arquivos do mesmo nome presentes do sistema do arquivos em termos de tamanho, propriedade, conteúdo, data de modificação, etc. Essa operação pode ser muito útil para verficar se um membro do arquivo tar é a última versão como a mesma que ainda está no sistema de arquivos. O default é, se nenhum nome é dado, a comparação é feita para todos os membros do arquivo tar. Se apenas um membro deve ser checado isso pode ser feito através de
tar --compare --file=myarchive.tar $myfilename1 $myfilename2
Existem muitos outras opções úteis do programa tar que talvez serão discutidas no futuro. Por enquanto, é uma boa hora para dar uma olhada no página do manual sobre tar e nas páginas de info para expandir o seu conhecimento.
"De alguma forma ainda me surpreende (de uma boa maneira) que a Sony foi, desde o início, muito OK com o fato dos proprietários de PS3 mexerem com Linux nos seus equipamentos. Um lançamento modificado do Yellow Dog Linux esteve disponível desde o início, e alguns paricionadores de disco rígidos e utilitários de dual boot estão bem dentro do XMB do PS3; Ubuntu instala numa partição totalmente separada do seu disco rígido do PS3, de forma que o seu sistema default não seja tocado e que a mudança do XMB para o Ubuntu seja uma moleza."
" A linha de comando é uma ferramenta poderosa, mas tem uma fraqueza mortal:
se o shell desaparece, o seu trabalho se vai. Para manter o shell e o seu
trabalho vivo - mesmo dentro de múltiplas sessões e conexões caídas - use GNU
Screen, um sistema de janelas para o seu console.
Harry Potter pode ter sua varinha, Thor pode ter Mjöllnir e Bucktethead pode ter
o seu machado, mas todos esses heróis perdem em poder para o QWERTY. Com algumas
digitadas na linha de comando, você pode lançar um website, recrutar legiões
para sua causa ou vencer os maiores monstros."
"Ultimamente tem havido um enorme esforço do Profissionais Certificados Microsoft e as suas empresas para chamar (potenciais) clientes e alertá-los dos perigos de código aberto. Essa semana eu recebi ligações de quatro clientes diferentes dizendo que eles foram alertados sobre eles serem perigosamente inseguros porque eles rodam sistema operacionais de código aberto ou programas, porque "qualquer um pode ler o código e hackear com facilidade". Outros colegas da área também notaram que três Representantes locais da Microsoft tem tentado espalhar medo na mente das empresas que respondem, "Sim, nós usamos código aberto ou Linux" quando a ligação de venda vem. Eu sei que isso é simplesmente uma estratégia de venda dessas empresas, mas como eu conserto os estragos que essa tática causa? Eu tenho muito clientes que querem agora mais do que a minha palavra sobre a segurança do sistema deles que rodou 5-6 anos sem nenhuma falha, com gasto mínimo fora as atualizações e os patches de segurança. Alguém tem um bom plano ou fontes de informações seguras que podem ser usadas para informar esses clientes?"
[... Gorgut está tendo problemas com o computador dele...] * Daenyth fica em cima da cabeça do Gorgut [Daenyth] isso está ajudando? [Gorgut] Daenyth: não...? [Daenyth] oh :( [Daenyth] geralmente ajuda...
Xilon > eclipse é lento.... cupe^ > Eclipse é ... como xarope... Xilon > cupe^: é doce mas pode potencialmente te matar?
E então fechamos mais uma Arch Linux newsletter. Nós sinceramente esperamos que você tenha gostado da newsletter esse mês o mesmo que nós gostamos de criá-la para o prazer da sua leitura. Por favor, nos contate com suas opiniões é sugestões de melhorias. Nós gostamos muito de contribuições de usuários, então sinta-se livre para submeter o seu artigo para consideração.
Tudo de bom para todos vocês, do Time da Arch Linux newsletter (Dusty Phillips [dusty {at} archlinux . org], Ronald Van Haren [ronald {at} archlinux . org] e Eduardo Romero [eduardo {at} archlinux . org])